sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O medo



"O medo existe, mas o perigo não existe"
Li essa máxima em um livro de superação, sucesso, auto-ajuda uma vez, desses que meio formulam para você o sucesso e que em algum momento me tocou tal afirmação, e parei para pensar o quanto maximizamos o que não existe e damos fermento ao que nos derruma que é o medo.
Não é uma sensação fácil de ser sentida, faz-nos solitários, deixa-nos isolados em nossos labirintos, não é fácil assumir e nem dizer a outras pessoas.
Não é fácil de entenderem que esses medos não são vis e nem superficiais, são medos internos, profundos que não se curam como feridas superficiais.
São feridas machucadas com tempo e não curadas e quando cicatrizando o mal chega e pisa e magoa mais ainda e não fecha nunca.
Se não aniquilarmos com a praga que toca sempre a essa ferida, ela vai se aprofundando cada dia mais.
Seria uma espécie de areia movediça, quanto mais se anda, mais se afunda.
Ou pior que uma teia de aranha em que uma vez grudados não saímos nunca se não soubermos nos desenrolar dela.
O problema é que muitas vezes não vemos que tudo isso pode ser criado por nossas próprias criativas mentes.
Se pensarmos que o perigo não existe, o medo minimiza muito e dessa forma podemos seguir com menos dor.
Não disse que é fácil, mas não custa tentar!