domingo, 20 de dezembro de 2009

A importância de ensinar com ética

Um pouco do que é ética:


A Ética e o Bem Supremo




O problema principal perseguido por Aristóteles é a questão para a busca da felicidade. Afinal, segundo a “Ética a Nicômaco”, toda a finalidade prática (aqui podemos compará-la aos ditados populares) possui uma função, de orientar as pessoas para que consigam alcançar a “finalidade suprema”, que seria a felicidade verdadeira, que não envolve fatores como prazeres, riquezas ou honras. A felicidade seria mais importante e prazerosa, segundo Aristóteles, que essas virtudes descritas, pois uma virtude é mais perfeita que a outra quando ela é procurada por si mesmo e não em vista de outra coisa. Por exemplo, a inteligência é conquistada através de anos de estudo, de horas dedicadas a ler livros, etc, para que assim conseguissemos ser inteligentes, conquistarmos respeito, usar nossos conhecimentos para uma finalidade, boa ou ruim. Tornando-se assim a inteligência algo procurado em vista de outra coisa. Concluímos então, que um bem é mais perfeito que o outro através do seu grau de auto-suficiência.







Aristóteles recorre a uma perspectiva mais normativa em sua ética levando em conta que é fornecido um conjunto de passos pra atingir a felicidade que devem ser seguidos se o indivíduo quiser ter sucesso. Segundo Aristóteles, antes de mais nada é preciso ter racionalidade suficiente para alcançar a felicidade, pois através dela, conseguimos um equilíbrio, um justo meio entre os vícios (excesso e falta). Obtendo um justo meio, o indivíduo é virtuoso, e possuindo todas as virtudes, atinge o Bem Supremo. Porém, a razão não destrói as paixões, ou sentimentos, apenas os domina, de forma a alcançar um equilíbrio. Pode-se dizer que a virtude ética é uma aplicação da razão. De uma forma mais objetiva, poderíamos dizer que este processo ocorre da seguinte forma:



Racionalidade --> justo meio --> virtude --> felicidade (Bem Supremo)



Mas como distinguir paixão da virtude; justo meio dos vícios? A seguinte tabela nos ajuda a diferenciar estes conceitos de uma forma didática.







Aristóteles também classificou os homens com base nos quatro elementos, em quatro tipos de caráter, que são: sanguineo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) e melancólico (terra). Segundo o filósofo, são temperamentos que determinam, muitas vezes, as deliberações ou escolhas do indivíduo, ou seja, dadas as circunstâncias, cada temperamento reage de uma forma diferente à situação. Com isso, é possível notar que cada temperamento possui desejos distintos, já que a noção de sentimento ou paixão e de virtude varia de um caráter para outro. Deste modo, certo temperamento está propenso a ter certo vício ou certa paixão, criando novos tipos ou alternativas à normativa tradicional de Aristóteles.











Fonte: http://www.riobranco.org.br/arquivos/sites2008/6_agosto/grupo1/Site/pagina%201.htm