domingo, 20 de dezembro de 2009

O ato de ser amigo






A falsidade perguntou para a amizade qual o segredo do seu sucesso e a resposta foi muito simples:

Cara falsidade, imagine um jardim com várias flores e perfumes diferentes.
Imagine que alguns dos perfumes não sejam originados por essas flores.
Mas os reais e naturais odores são os mais suaves e agradáveis.
Os falsos além de não durarem, com tempo viram azedos e mal cheirosos.
Então fica fácil discernir qual é o segredo.

Mesmo assim, não satisfeita a falsidade exclama:

- Como você diferencia dentre os vários cheiros qual o cheiro exato do real amigo?

Para a amizade foi fácil falar...

O perfume da flor da sinceridade quando exala conquista os que a querem admirar, a isso podemos chamar amigos ou amores.
Se perfumes são subjetivos e alguns são desagradáveis aos olfatos de cada um, muitas vezes não são sentidos da forma que deveriam.
Cabe ao que está degustando esperar a incorporação do odor ao ambiente para que mais nitidamente aprecie seu valor.
A fixação do perfume da flor da sinceridade que cativa verdadeiramente amizade faz-se com exercício da lealdade, fidelidade do sentimento e posturas.
Realmente quando muito rapidamente admirado qualquer cheiro mistura-se ao ambiente ou mesmo a outros semelhantes e não se pode apontar o real, mas o que fica e o que fixa não é o falso, imitação, e sim o real, verdadeiro, autêntico.

Assim, a falsidade virou-lhe as costas e saiu batendo ombros, desconsolada, pois a amizade sempre ganha com seus sábios e firmes conceitos.

Ser amigo é simplesmente dar lealdade com generosidade, bastando conseguir ver-se e reparar detalhes que qualquer um não faria e ter a capacidade da doação em ser grato, pois são elementos raros de serem achados, portanto amizade é um verdadeiro tesouro.

Cristiana Passinato