sábado, 20 de fevereiro de 2010

O SER APARENTE do @betopadre



 http://bit.ly/at0m7F => TEXTO DO PADRE BETO - BAURU // leiam, gostarão mto do texto!

Pois é... Muitos acham a Filosofia uma bobagem, aos mais brutos e que não gostam de pensar, gostam de receber tudo mastigado e digerido e nada querem pensar, a esses geralmente o mais fácil é consumível.
O que Padre Beto quis dizer com seu texto não cabe a mim interpretar, leia, pense, pois aqui nesse lugar, em qualquer lugar, nessa globalização da massificação as robóticas e viciadas cabecinhas só pensam em ter, parecer, ao invés do querer ser.
Vejam o que um Padre realmente que pensa na evangelização de verdade da teoria da libertação da alma de seus fiéis pensa.
Ele como muitos pensam que pensar é preciso, não há como negar, por menos e por menor que seja, você tem cérebro e livre arbítrio e, então, o que você preferirá?
Pensar e decidir o que ser, ou aceitar o que querem que você seja teleguiado?
Pode fazer o que bem entender, só depois não chore, pois tudo que pagamos para ver, tem volta, e na medida e em retorno ao que fizemos ou não...

Cristiana Passinato

As Aparências Enganam


Elis Regina

Composição: Sérgio Natureza/Tunai

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.