terça-feira, 30 de março de 2010

Na sala de espera...


Em SP, pude ir ao consultório médico de uma conhecida, onde ao aguardá-la se consultar encontrei um casal de senhores.
O senhor estava angustiado, tiritando de dor e febre, pois havia tido uma crise alérgica fortíssima e estava com sua esposa resistindo aos medicamentos e à ida ao médico.
Conversávamos sobre diversos assuntos, até que nos deparamos com as idas e vindas da vida, com as perdas e vitórias sobre saúde, constatamos que somos limitados e seres sensíveis, e contei do ocorrido com meu avô na época da leucemia, pois o senhor me lembrava o vovô, que não se entregava de forma nenhuma à doença e não gostava de médicos e nem hospital.
Conversa vai, conversa vem, a senhora que estava ao lado, a esposa do senhor contou sobre outros casos de problemas de saúde na sua família, ficou com os olhos avermelhados querendo se emocionar, quando comentei o caso do texto anterior, o da minha estrelinha: Dona Dalva.
Contei e citei a sábia frase em que ela mostrava simplicidade, mas muita inteligência e ela chorou ao meu lado dizendo:

-"Nada nessa vida é por acaso, minha filha, hoje recebi um e-mail onde dizia algo sobre estrela, sobre brilho de cada um, procure esse e-mail em algum lugar e leia."

Ela tratava de um powerpoint que recebeu de um amigo que falava justo sobre o que falei da Dona Dalva.
Comentei a minha conhecida e ela disse que ali se fez um momento de "cura e libertação", por isso, elevei minh´alma...
Dali soube que poderia ajudar e evangelizar com histórias simples, sem muito fundo e nem palavras marcadas por qualquer religião, sendo ecumênica, mas caridosa, estendendo minha mão ao que precisa ser escutado.
Rezei uma "Ave Maria" e pedi para a "Mãezinha do Céu" para acalentar o senhor que estava ali e aquela senhora e não os deixar sofrer de dor ou qualquer outro tipo de agonia.
Também não os vi mais, mas levei a doçura daquela senhora ao conversar e contar sua vida para aliviar a dor do marido que sentia muita dor.

Cristiana Passinato