segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sarna para se coçar...

Pois é...
Admiramos, gostamos, animamo-nos com aproximações de alguém e achamos que tudo é perfeito e maravilhoso.
Aí é que reside o perigo, nossa confiança completa.
Não devemos nunca pensar que o outro é verdadeiro, por mais que ele nos pareça.
Isso é ruim?
Para mim era até ontem, quando me deparei com uma pessoa que conviveu muito com alguém que admiro e me disse: "Cris, essa pessoa diz que você é uma chata, que ninguém mais aguenta seus excessos..."
De início levei um pequeno susto, pois vários amigos pessoais e outras pessoas me diziam justamente ao contrário, que apesar de meus excessos, ele achava que eu me expandia demais, porém me admirava e gostava, tinha um grande carinho por mim.
Ora, mas o que me interessava era que eu o admirava, admiro e confio.
Mas logo depois senti que aconteceu algo via redes sociais que me levou a crer que realmente estava exagerando. Fui filtrada.
Talvez por conta do próprio twitter, talvez por conta de algum hacker, ou quem sabe a mando ou feito pelo próprio, não interessa, a única coisa que senti foi a exclusão e a dor.
Não poderia me bloquear?
Mas enfim, logo em seguida tive uma "resposta", e esse retorno me disse: "Há muita coisa errada aí."
Respirei fundo e pensei: "Se fosse pra me isolar e excluir o bloqueio não seria muito mais simples?"
Ponderei, criei outro perfil e estou na determinação de EQUILIBRAR para não perder essa frágil amizade, que julgava já ser quase uma cumplicidade, mesmo nos silêncios, distâncias e ausências, porém presente e reta, fiel e verdadeira, pelo menos da minha parte.
Daí conversando com algumas amigas e amigos, todos me falavam do tal meio termo que tanto escuto falar, e acho que nem lendo a obra toda de Aristóteles conseguirei, mas mesmo sendo difícil estou perseguindo e vou conseguir chegar nele.
Preciso disso, nem que eu tenha que pedir a algum médico que me receite algum remédio, nem que eu tenha que fazer anos ainda de análise, mas eu necessito equilibrar minhas emoções e saber ao menos não despejar nos outros isso.
Lógico que sufoca, lógico que assusta, lógico que repele!
Foi quando constatei: "O ERRO ESTÁ EM MIM".
Temos a imensa mania de imputar ao outro a culpa por ele estar cansado e tomar uma atitude perante os nossos erros e daí mudamos de nome e pessoa e transferimos os mesmos achando que o ruim, o errado, o mal é o outro que nos fez a injustiça de nos julgar e tudo mais.
Procuramos dentro de zilhões de atitudes, momentos, palavras, gestos concretos, uma palavra, um gesto que não condiga com tudo que sentimos ser verdadeiro e estragamos toda uma história linda de amizade, por mais delicada que essa seja.
Temos a imensa cisma de quando inseguros deixar toda uma trajetória de conhecimento cair por terra por comentários infelizes de um momento qualquer em que a pessoa possa ter se sentido cansada, desgastada.
Esse nosso comportamento só nos leva a perder muitos amigos e pessoas queridas.
O que se precisa fazer?
Oração, auto-análise, meditação, muita reflexão e colocar a mão na consciência de que está errando e mudar.
Mudar para fazer o outro mais feliz, mudar para saber amar de verdade, mudar e crescer para ser um ser humano melhor.
Deus abençoe a todos nós, pois todos somos sua obra em construção, e todos temos direito a errar, até os que idealizamos como pessoas quase perfeitas por amarmos de uma forma especial e amiga.

Cristiana  de Barcellos Passinato