quarta-feira, 11 de abril de 2012

A vida segue...

Tem dias em que acordo reflexiva, outros em que acordo cansada, mas sempre pensando...
Passei pela vizinha da frente que me conhece desde menina e ela me disse: "Eu me lembro de você de arquinho e franjinha, sempre meiguinha e linda querida por todos. Menina linda e doce, sempre."
Eu falei a ela que em nada mudei aquela menininha e ela: "Mas temos que nos blindar, Cris, você é muito amável, educada e doce com todos, pode se deixar violentar por se esquecer demais e pensar na vontade e no que os outros podem pensar ou gostar em você."
Bem...
Ela me conhece desde os 5 anos de idade, e sabe que eu já fui muito assim e ainda sou.
Eu fiquei pensando pelo caminho de meu trabalho, pensei no que escrevi no Twitter, em minhas lembranças, transições, crescimentos e depois disso ao chegar ao trabalho vi que preciso desses momentos... Dos momentos de conversas comigo mesma.
Ouvir alguém que me conhece há tanto tempo faz lembrar quem eu fui, relembrar fatos de minha vida faz me lembrar de minha trajetória e faz me deparar com o hoje e rever o que está estagnado e o que quero para mim amanhã.
O que quero mudar e melhorar em mim?
É a partir dessa reflexão e busca toda que as coisas vão indo para frente e se desenvolvendo.
Se não temos essa visão, fica muito difícil detectarmos no que estamos caminhando em círculos e não indo adiante.
Precisamos parar um pouco de vez em quando para ver o que vale a pena ser conquistado, insistido e o que precisa ser abandonado de lado.
Com certeza, pessoas que valem a pena serão sempre colocadas ao nosso lado, mas não nossas teimosias e cismas com relação aos sentimentos delas por nós ou nossos por elas, precisamos pensar no respeito ao outro e ao gostar de nós.
Se gostamos de nós e tanto das pessoas, precisamos respeitar os nossos e os limites do outro.
Se precisamos de espaço o outro também precisa.
Se precisamos disso tudo que disse anteriormente, talvez o outro também esteja sentindo necessidade, seja lá do que for de tudo isso.
Ninguém tem culpa de o tempo ser escasso e as relações serem tão voláteis, frias, distantes, e não se ter espaço e nem local para um abraço. Isso acontece, é normal, precisamos nos blindar do sentimento de falta, apego, até de saudade excessiva para não sufocar o outro.
É necessário espaços para todos respirarem e oxigenarmos as vidas e relações para todos seguirmos sadios.

Cristiana  de Barcellos Passinato