segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Reflexão sobre doar sem cobranças


"A felicidade está na ação, não na passividade.
É o ato de dar que nos engrandece,
não a espera do receber.
Quem apenas recebe e não experimenta
a entrega não consegue ser feliz."

Na obra "Felicidade", de Gabriel Chalita.


O inquieto gera mobilização, mesmo que seja dentro de si mesmo. 
Quando esse inquieto se mobiliza em prol de alguém, não se deve ser com desejo que isso seja retribuído. Muitas vezes senti isso, necessidade de me doar por me doar, mas inconscientemente causei o sufoco da cobrança pelo retorno, mas foi só carência, a necessidade de aprovação e de saber se agradava. 
Outro dia, no Direção Espiritual do Padre Fábio de Melo ouvi algo que me tocou demais. 
Falava justo disso: "Se você dá um presente e quer que quem foi presenteado te diga se ele gostou, já é uma forma de pressionar. Quando dou um presente não quero saber se a pessoa gostou - dizia o Padre - vai que a pessoa não gostou e fica na obrigação de dar aquele retorno, ou seja, você acaba causando um desconforto ao invés de presentear..." - adaptei, mas as palavras foram dele. 
Achei oportuno refletir, pois sempre achei que eu era uma pessoa desprendida de retornos e me doava por simples vontade de ajudar ao que amo, mas não, eu faço isso também e recaí em mim e refleti como é, no mínimo chato pressionar por ter feito qualquer coisa, qualquer gesto... 
Sejamos leves, nos doemos, mas não esperemos nada, quem sabe o retorno venha do acaso, como deve ser e assim a resposta é muito mais bonita. 
Aprendi.

Cristiana de Barcellos Passinato