terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Ovelha Negra"


Estava pensando no conceito da expressão "Ovelha Negra".
Olhei essa imagem e criei um balãozinho do que a ovelhinha diferente poderia estar dizendo.
No meu caso, eu me sinto e me fazem sentir em diversos ambientes e lugares tal como essa ovelha no meio das outras: diferenciada e excluída.
Não quero ir para o campo do vitimismo, mas sim da reflexão.
Pensem em ser como todos os outros.
Observo cada dia as relações e comunicações via twitter, por exemplo.
Quem é politicamente correto e bem aceito é quem mecanicamente anuncia algo e roboticamente só diz: "Bom dia", "Boa tarde", etc...
Pasteurizadas mensagens idênticas todos os dias dizendo que está tudo lindo, o dia está maravilhoso, que a vida é linda, tudo é bom, que Deus é maravilhoso.
Sinceramente, espero que me entendam, mas prefiro meu mau humor e inquieto discurso de que estou me sentindo incomodada meio a esse mundo automatizado das massas, criando algo, tentando debater, criar, discutir, crescer do que aceitar tais maneiras de agir para ser aceita e incluída e me sentir uma delas, as ovelhas robotizadas e adestradas que fazem tudo igualzinho para agradar A ou B.
Quero agradar, sim, mas pelo que sou, pela força do meu pensamento, por tudo que crio e repasso de edução e cultura, quero dividir e debater filmes, peças de teatro, levar meus alunos a exposições, buscar maneiras de desbestificar as gerações que são posteriores a mim e não me petrificar e fazer com que as modas de comportamento me atinjam para eu me moldar ao que querem que eu seja.
Não! Não me rendo!
Continuo sendo "Ovelha Negra" com muita honra!

Cristiana de Barcellos Passinato