segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ao som das cigarras...


Fiz um resumo mental e transcrevi sobre minhas leituras, reflexões e conclusões do dia de hoje, achei oportuno e proveitoso fazer nesse momento isso, vejam:
Ouvindo o som das cigarras, me deparei com vários excelentes textos no Facebook...
video

No Google, em uma pesquisa, busquei algo sobre as cigarras, gravei o som delas em minha rua fazendo a festa com os cães e a chuva...
Sinfonia da natureza no meu fim de tarde e minhas leituras me levaram a reflexões sérias...

Alguns achados pelo Google:

"A Cigarra e a Formiga

Num dia soalheiro de Verão, a Cigarra cantava feliz. Enquanto isso, uma Formiga passou por perto. Vinha afadigada, carregando penosamente um grão de milho que arrastava para o formigueiro. - Por que não ficas aqui a conversar um pouco comigo, em vez de te afadigares tanto? – Perguntou-lhe a Cigarra. - Preciso de arrecadar comida para o Inverno – respondeu-lhe a Formiga. – Aconselho-te a fazeres o mesmo. - Por que me hei-de preocupar com o Inverno? Comida não nos falta... – respondeu a Cigarra, olhando em redor. A Formiga não respondeu, continuou o seu trabalho e foi-se embora. Quando o Inverno chegou, a Cigarra não tinha nada para comer. No entanto, viu que as Formigas tinham muita comida porque a tinham guardado no Verão. Distribuíam-na diariamente entre si e não tinham fome como ela. A Cigarra compreendeu que tinha feito mal...                                                            

Moral da história: Não penses só em divertir-te. Trabalha e pensa no futuro.

Jean de LA Fontaine

"Cigarras

Antonio Miranda Fernandes

canto tantos cantos que adoro...
não vibro asas como as cigarras...
eu estremeço o corpo
e ele se faz instrumento sonoro

tons sustenidos e bemóis,
cálidos graves e agudos...
nem todos podem ouvi-los,
seu corpo, que o meu ama, contudo,
inflama-se com as chamas

ele acolhe o pulsar quase demente
entre pétalas róseas e umedecidas...
percebe o eclodir da semente
em muitos sóis...
então se aquieta, se emudece e sente.

canto tanto o encanto de tê-la
na eternidade do mistério de amar
que nossos corpos, fundidos num só,
no anseio apaixonado de doar,
tremeluzem como as estrelas."

Sim, um conto pueril, e uma poesia quente que aquece o anoitecer cheio de desejos, que interrompido por uma postagem do facebook me levou a vir para cá e escrever algo sobre a imagem a seguir: 



Ainda ao som delas, as cigarras, lembrei de duas de vozes encantadoras, clássico da MPB:


Daí olhando para a figura e ouvindo as cigarras ao fundo Milton e Simone, lembrei da fala de um padre amigo de Bauru que é um grande filósofo, escritor que respeito imensamente por sua forma diferenciada e libertária de pensamento. Muito diferente de muitos padres que conheço por aí...

"Não existe mudança social e política com “oração pela paz”, louvor a Deus, o simples voto das eleições ou a esperança em um “salvador da pátria”. A mudança só acontece se o povo praticar algo extremamente fértil para uma democracia: a manifestação popular nas ruas. Os franceses sabem disso, os argentinos sabem disso, os alemães sabem disso, os brasileiros precisam (mais do que eles) aprender esta verdade."


Tenho um ex professor, o Luiz Claudio Santa Maria, que sempre me fala algo parecido com o que o Padre Beto colocou acima, que realmente para qualquer revolução (pois ele não acredita em reformas), há de se colocar o povo na rua gritando e lutando para que as classes dominantes e governantes não nos assolem com suas decisões, que mais são de seus interesses do que dos nossos para realmente ocorrer uma mudança da mentalidade política e do próprio sistema instaurado na política do nosso país.

E o que as cigarras tem com isso?
O momento de paz, antagônico ao que propõe a reflexão me leva a pensar melhor...

Daí, eu leio o texto maravilhoso do Walcyr Carrasco jogando buraco:

"TOLERÂNCIA ZERO!

Falamos muito da corrupção na política. Protestamos: Que se prenda o ex- ministro! Bote na cadeia o deputado! Algemem a senadora! 

A revolta é justa. Escândalos políticos acontecem o tempo todo. Mas do suborno e da corrupção cotidiana, da qual participamos (conivência é cumplicidade), pouco se fala.

A corrupção corre como sangue nas veias da sociedade brasileira. Há tanta corrupção que a gente nem tem mais consciência que é.

Já vi cliente dar gorjeta ao açougueiro do supermercado para garantir um filé melhor.

Gente que dá gorjeta ao maitre para passar na frente da fila de espera de restaurante.

Morador de prédio que dá “caixinha de Natal” aos empregados para ser bem tratado.

Atores e socialites dão presentes a colunistas sociais para que esses os elogiem.

Alguns médicos da rede pública pedem um extra para operar um necessitado.

Algumas educadoras, que recebem verba do governo para compra de livros, exigem “um por fora” antes de fechar com essa ou aquela editora.

Tudo isso é tão comum. Tudo isso é um jogo sórdido entre corruptor e corrupto. Um não existe sem o outro e não sei qual dos dois é pior.

Tive uma amiga que foi diretora de uma fábrica de relógios populares. Contou-me que o segredo é conhecer o responsável pela área de compras das empresas e depois descobri se o fulano está disposto a fazer “o joguinho”. Joguinho segundo ela é receber presentes caros, dinheiro por fora para fazer aquilo que é obrigação do sujeito responsável ela área de compra; comprar.

Qual a consequência disso para a empresa? O comprador que deveria correr atrás do melhor produto pelo melhor preço. Frauda concorrência e compra de quem oferece mais vantagem para ele, não para a empresa. Compra produtos inferiores por preços superiores. A empresa fica com o prejuízo ele com o lucro.

Já morei em um bairro pobre. Tinha um morador na rua que parecia ter o rei na barriga. Tinha a casa mais bonita. Carros. A família viajava duas vezes por ano. Era representante de uma empresa conhecida. Um dia descobriram que ele fraudava a empresa. Foi mandado embora por justa causa. Demorou a arrumar emprego. Perdeu tudo, mas o pior foi a vergonha que se abateu sobre a família. Os filhos não saiam mais de casa. A esposa ficou doente e logo depois se separaram. Valeu a pena?

Faço um esforço diário para evitar esse mundo onde ter vantagem é tudo. Mas está cada dia mais difícil conviver com o banditismo entranhado no corpo da sociedade. Só vejo uma saída: denunciar os safados. Não aceitar se tornar parceiro desse jogo. Tolerância zero para corrupção! Mesmo que o corrupto seja aquele amigo simpático."



Posto aqui o meu comentário na página dele:

"Complicado, também sou testemunha diariamente desses tipos de pequenos delitos, atos corruptos, e sinceramente, não sei se podemos, quem sabe dizer que dessa água não beberemos ou atirar a primeira pedra. Podemos de repente entrar em esquemas assim sutis, sem mesmo nos darmos conta do que estamos fazendo. Um bj"

Ainda lembrando o texto já postado anteriormente de Chalita de sua fanpage no facebook, nos propondo a pensar em nossas atitudes, na nossa vida e seguir adiante controlando e equilibrando nossas ebulições internas e organizando nossos impulsos para propulsionarmos nossas atitudes diante de tudo para alcançarmos nossos objetivos e focos de vida:


Minhas reflexões que postei na página dele foram: 

"Ebulição... vai um pedaço sempre nosso inteiro, uma molécula, depois pode se reconstituir... sonhos... desejos... escolhas... tudo isso... acontece em profusão, mas é preciso desacelerar, equilibrar, planejar para colocar com maestria em prática... Fiquem com Deus!
  • "Qual sonho maior da sua vida?" Ser feliz... 
  • "Quais escolhas cotidianas você faz para atingi-lo (o sonho)?" Fazer 1 coisa de cada vez, devagar, e sempre. 
  • "Como você vence os desejos contrários que atormentam?" Parando um pouco, ouvindo música, fazendo poesia, e me dando prazer. Um passo de cada vez e respirando fundo nas adversidades me dando direito de ser feliz e fazer coisas que me inspiram flui. E é nessa pausa de fazer o que me faz feliz que a tensão acaba e dá lugar ao relaxamento para ebulição (inspiração) fluir. Não é assim só na poesia, nas criações, e também na vida como um todo. Sempre que pauso estou guardando energia pra seguir. Bjs a todos..."
Por fim, concluindo, desse emaranhado caótico de assuntos que na realidade em algum ponto convergem ao cerne da questão que é optarmos por nossas atitudes, mudanças e tomarmos posse de nossos poderes e deveres para seguirmos sendo mais felizes, pois sem esse tipo de postura, nada podemos nos sentir melhores, sempre seremos frustrados e arrependidos de não termos tentado.
Não adianta reclamar do outro se não fazemos nós mesmos a nossa parte.
Não adianta falarmos coisas bacanas e não as vivenciar, fica vazio o discurso, oco.
Não adianta levantarmos bandeiras e não segui-las de fato.
Há de se decidir, parar, refletir o que gostaríamos de ser daqui por diante, amanhã e apontar para nós mesmos cada passo dessa conquista e realizá-los um a um.
Sem luta nada conseguimos, sem atitude coerente com discurso e exemplo não somos éticos e sem ação não conquistamos nossos maiores sonhos e objetivos.
O foco, força, fé, e muita ação é o que nós precisamos para vivermos e sermos mais felizes. 

Espero que eu mesma tenha aprendido e comece a colocar, 1 a 1 os passos que quero dar em busca de ser feliz. Com ética, com coerência e dando bons exemplos a quem está ao meu redor.