sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cecilia Bernardes - Carta


A música leva a gente levitar muitas vezes, fechando os olhos e imaginando coisas e podendo rever e prever sensações mediante tudo que vem na sua letra ou melodia.
Eu senti isso ouvindo essa canção.
Ao fechar os olhos e imaginei. 
E a letra diz tanto, fala tanto...
Como dizemos muito nas redes sociais... "Tão eu...", parece que diz tudo.
Tomara Deus, tenha chegado sem eu querer aos ouvidos e feito quem quero fechar também os olhos para sentir o meu abraço.

Cristiana Passinato

Carta (Natalia Mallo / Cecilia Bernardes)

já faz tempo lhe mandei 
uma carta 
que dizia só 
um desenho 

era um pensamento sem palavras 
que escondia dizer 
obrigada 

a não-palavra voou do papel, 
virou seus ouvidos, assim: 

depois então 
nunca mais 
você quis 
pensar 
em mim
no sonho a rua ensolarada azul do céu calor 
lindo dia ( lindo dia! ) 
debaixo de um baita guarda-chuva, você 
e chovia ( ali chovia! ) 
debaixo do guarda chuva chovia e você mal me via 
e eu ria 

Bon jour, monsieur! 
– a chuva parou de repente – 
Prazer em conhecer! 
– da sua boca saiu um arco íris 
que disse: 
Então, 
que tal, 
afinal, 
terminarmos aquela canção?