domingo, 2 de março de 2014

“Philomena”


Sensível, delicado, com alguns toques de humor, “Philomena” emociona de forma equilibrada.
Sentimos de tudo um pouco ao ver o filme.
Principalmente revolta com a antiga igreja católica da Irlanda que escravizava jovens que engravidavam e eram postas em conventos e vendiam suas crianças para o exterior, tal como atrizes famosas de Hollywood, nos Estados Unidos.
A história é real. Aparecem ao final as fotos e no meio do filme alguns flashes em vídeo do filho de “Philomena” perdido em vídeo que me parecem ser reais misturados com os da ficção.
A história é tão bem contada que o filme passa e nem percebemos. Aliada a uma atuação sensível de Judi Dench que oscila momentos de uma divertida senhorinha desligada e uma astuta e inteligente mulher madura sofrida que dá banho e uma lição de vida ao jornalista, escritor e desempregado em quase depressão por ter sido despedido de uma grande rede de TV da Inglaterra, o personagem interpretado por Steve Koogan.
Philomena é um filme que nos prende do início ao fim a sua trama.
A história emocionante dessa senhorinha que guarda 50 anos em segredo a existência de um filho perdido para a adoção ilegal (venda mesmo de seu filho a uma família americana) vai reservando a cada cena uma pequena revelação.
No meio do filme, quando Philomena encontra, afinal, com ajuda do escritor que quer fazer o livro de sua biografia para sair do anonimato e salvar a sua vida e autoestima, ela descobre um lado de seu filho que não imaginava, mas aceita de forma tão natural que espanta até ao seu companheiro de busca.
Philomena é uma lição de vida. 
Aliás, devo confessar que fecho essa crônica com o arrepio de ter ouvido que a verdadeira Philomena está na plateia do Oscar desse ano... Quase me emocionei ao vê-la.
Assistam e confiram, é adorável e emocionante.
Cristiana Passinato