domingo, 14 de setembro de 2014

Com a palavra, uma negra indignada, Dra Ludimila de Souza Cruz. "Vamos mudar de assunto..."

Achei genial um repasse de um amigo sobre as referências das negras na TV e mídia.
Ouvi atentamente cada palavra e me remeti imediatamente ao que vejo diariamente no colégio em que leciono, e vejo as minhas alunas, adolescentes tentando ser aceitas pelo mundo através do esteriótipo mal feito da negra tal qual a Dra Ludimila fala que esteja já sendo cansativo de ser visto na TV.
Pensei em tudo que sempre quis para minhas alunas e alunos, negros, pobres, favelados, classe que é sempre colocada como menor. Menor por quê?
Dra Ludimila me aceitou como amiga no facebook e ela permitiu a minha postagem aqui nesse espaço, que humildemente mantenho para como educadora possa quem sabe contaminar as pessoas a pensarem, a refletirem, a filosofarem sobre temas cotidianos.
Pois é... Ludimila está notória no facebook, mas nem por isso me pareceu afetada por isso. Ao contrário, ela se abre e deixa que a acessem e está sentindo que seu desabafo, por acaso é de muitos outros negros (ou não...) e está querendo que seu grito ecoe.
Sabe Ludimila, o grande problema, também é que somos muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Da mídia, da moda, da sociedade.
Tá na Globo é a verdade absoluta, é bonitinho, é moda e pega.
Com esse tipo de atitude, as massas só, durante décadas têm se descaracterizado e desvalorizado a cada dia.
Luto que meus alunos, sejam eles de que cor forem, mas principalmente os negros busquem formação, trabalho, mercado, para não serem vistos, exatamente assim: como a negra sensual que balança a bunda pra ganhar dinheiro.
Espero que muitos ouçam a senhora e me leiam e possamos modificar algo nesse cenário, ainda tão consistente.

Cristiana Passinato