segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Não sou obrigada...


Não estou fadada a cumprir algumas obrigatoriedades que a sociedade impõe como felicidade (para mim volátil, fluida) que dizem que feliz é aquele que aparece bem na foto, fazendo cada dia mais coisas e vivendo intensamente. Acho que escolhi o caminho diferente desse. O caminho de felicidade permanente, onde se luta por projetos mais consolidados, que agregam valores e fazem o bem comum. Invisto em relacionamentos mais duradouros e acredito que a vida seja feita de uma carreira de muito trabalho e estudos. Valorizo muito à cultura, leituras, arte, e não me contento em sair para qualquer lugar e fazer qualquer coisa. Talvez a maturidade tenha me dito e trazido essa necessidade. A necessidade de não gastar meus segundos, minutos, dias e anos com nada que me acrescente. Só me sinto bem fazendo, dentro dessa perspectiva, o que eu curto. E quase sempre o que eu curto nem é tão sofisticado, caro e complexo. É, muitas vezes, dos pequenos prazeres que extraio meus momentos mais felizes. Sim, eu sou feliz. Sou feliz com o que tenho, não deixando de querer e buscar o que quero dentro dos passos que posso dar. Deus é muito bom e eu agradeço a cada passo que ele permite que eu dê, pois sempre me mostra que fui para o lado certo, o lado do bem.