quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Uso excessivo do celular causa amnésia


Eu, outro dia, a caminho do Fashion Mall, a pé, estava passando por uma passagem subterrânea correndo, pois todos comentam do perigo que estamos passando de alto índice de assaltos ali naquele local e no ponto de ônibus a frente e o pequeno trajeto até o shopping e de repente me deparei com uma cena que me causou espanto: todas as pessoas que estavam transitando nesse trajeto estavam com celulares nas mãos e abertos, vendo.
Eram pessoas de alta, baixa, média renda, de todos os tipos de vestimenta e modelos de aparelhos celulares.
Fiquei assustada, pois todos me dizem que sou muito apegada à tecnologia, que não largo do meu celular, mas pelo menos ao andar nas ruas, eu não costumo ficar com ele olhando, mas enfim...
Chegando ao shopping comecei a reparar... Qualquer faixa etária, em todos os lugares, todos quase de celulares em suas mãos.
Sentei no restaurante Gula Gula que fica perto da sala de cinema que eu iria para comer algo e aguardar ao horário da sessão e fiquei ainda observando. Todo mundo com celular, estando as pessoas sozinhas ou acompanhadas. Aquilo me assustou, sinceramente.
Eu estava sozinha, geralmente eu pego o celular, bato uma foto do local e uma selfie, mas eu costumo procurar algo para olhar, ver, reparar, ler, mas eu comecei a reparar a minha volta. Todos de celular na mão.
O que está acontecendo com o mundo? Onde estão as conversas e os olhares entre as pessoas que estão sendo acompanhadas por outras. As famílias, o que está ocorrendo?
Vi uma mãe com sua filha não portando o celular e nem qualquer outro aparato e ela ali brincava, conversava com a filha, fiquei surpresa, pois a pessoa não se rendeu a esse apelo e estava curtindo a filha. 
Perguntei a ela se ela tinha reparado o mesmo que eu, e ela disse: "Lógico, é gritante. Eu nunca vou estimular isso a minha menina. Ela vai ser uma criança normal, não um zumbi. De jeito nenhum!"
A criancinha brincou comigo, me deu tchau, me mandou beijinho, como antigamente víamos crianças fazendo e eu falei pra ela: "Você está certíssima."
Até onde e quando será possível ter uma oportunidade de uma criança acenar e rir, mandar um beijinho sem ser pelo celular?
Preocupante.