sábado, 11 de julho de 2015

Da série: O que está acontecendo com o mundo.


Essa semana estava refletindo sobre fatos que me ocorreram durante alguns dias anteriores.
Poderia citar dezenas de situações que percebi.
Sim, pois estava sem chip do meu celular, pois deu defeito e hoje que voltei a ter linha.
Além disso, depois do assalto ao 410-T, além de não voltar mais nele, evito até usar o fone nos ouvidos e o escondo bem escondido, ou seja, se já não saía pela rua com ele, eu quando entro no ônibus também não o pego para ver nada na internet.
Isso me fez olhar mais ao meu redor e perceber coisas esquisitíssimas.
O maior, o máximo foi ter ficado tonta na crise de glicose alta ao sair do ônibus e estudantes ao meu lado me verem não conseguindo pisar no meio fio pra subir a calçada e torcer o pé e quase sair e eles sairem andando como se nada tivesse acontecido.
O menino que estava ao meu lado que até esbarrou em mim quando quase caí, me empurrou e seguiu adiante nem olhando para trás.
A moça da banquinha de amanteigados olhou e veio me perguntar se eu havia machucado.
Eu falei a ela que mais dor sentia de ver jovens, estudantes se formando em alguma carreira e não tendo a compaixão de socorrer alguém e por estarem com pressa, empurrarem para sair de seus caminhos e seguirem adiante sem nem se incomodar de ver alguém talvez vir a se acidentar com esse fato.
Ela falou: "Estão todos assim, eu assisto cada situação aqui..."
Segui meu caminho, e o pé até agora dói um pouco e me faz lembrar e pensar a cada minuto: o que será que a Universidade faz a esses jovens, só "forma"? Porque gente, gente mesmo eles não são, pra mim são todos robôs.
Fica a dúvida: há uma programação desses robôs em série ou formação cidadã e crítica, social e profissional?