quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


Por isso que não dou aula em escola particular nenhuma… Não mesmo. Estado, apesar de tudo, pelo menos valoriza, ou diz que valoriza, e dá uma merreca, mas dá de percentual de qualificação. E vc faz o que quer na sala de aula (ainda), desde que contemple o Currículo Mínimo… Agora, com a Nova Base a coisa vai mudar um pouco, pois teremos que ter coerência e projetos que abarquem o que convencionamos entre os pares nos GTs por área que entram em cada PPP da escola. Vejam a diferença. O professor da rede estadual pode não ganhar a fortuninha que ansejam os colegas na rede privada, mas faz parte do contexto e da construção de cada UE (unidade escolar). É outro papo, né? A gente até luta pela classe em greves e dialoga com secretaria de educação, ou seja, a gente faz a educação do país e ng vê, ng valoriza, mas a gente faz. Não, amigo, não é por título que faço mestrado e vou fazer doutorado, mas sim para me empoderar desse discurso e me sentir pertencimento ao sistema. Vejam a diferença do discurso? Um é meritocrata e descarta quando é desafiado pelo preço e o outro não valoriza, mas a gente faz o contexto e transforma o nosso aluno no final – o maior preço pago pelo nosso trabalho é esse, ver esse processo e resultado final… Nosso aluno outro depois de sair daqueles anos todos de aprendizados, que não dão conta só do nosso conteúdo curricular, mas é muito mais amplo. Graças a Deus não preciso fazer aula show e posso até me dar o direito de turmas pequenas e não tenho que vender macetes para meus alunos fazerem tudo certo e se classificarem bem no ENEM, vestibular e essas outras engenharias que de educacionais não têm nada. Abs, e lamento pelo professor demitido, prof Cristiana
Leia o artigo do comentário feito: https://blogdopaulinho.wordpress.com/2016/01/18/fui-demitido-o-relato-de-um-professor-doutor-demitido-pela-anhanguera-por-ser-qualificado/#comment-552418