terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Shakespeare é necessário


Vi Macbeth o ano passado, indicado por um curso livre que fiz que me abriu muito a mente para leituras e interpretações de filmes com base na filosofia.
Não por fechar interpretações, mas sim para sentir mais o que era vindo da arte e dos estímulos causados pelas sensações advindas das experiências como expectadoras de tais obras.
Explicava-me, após nossos momentos e aulas no Cine-joia, uma das minhas companheiras dessa viagem, a querida Márcia Caetano, que a escola filosófica dos professores passava por uma linha teórica francesa, em que um dos principais nomes que inspiravam os exercícios de nossas aulas e discussões seria Deleuze entre outros, e que o exercício era de não se deixar fechar interpretações, mas sim extrapolar para as sensações.
Shakespeare é muito cotidiano. Impressionantemente cotidiano. E todos seus diálogos ao mesmo tempo intrigantes nos cativam pelos contextos em que se aplicam.
Vi no teatro umas duas montagens de textos dele, uma foi um monólogo (Rei Lear) e outra um musical (Timon de Atenas). Os dois impactantemente atuais. Contextuais.
Vi um filme de uma das 3 (parece que é isso) versões sobre a verdadeira identidade dele, e acho incrível até o mistério que se mantém sobre a sua biografia. Da real biografia.
No ballet, assisti uma montagem de "Sonho de uma noite de verão" em vídeo da Cia de Ballet Antonio Gades, que assisti no Theatro Municipal um espetáculo de Dança Flamenca e que foram da escola de Carlos Saura de dança.
Entre outros títulos que li e assisti adaptações muito interessantes desde muito criança.
Acredito que se mediados, nossos alunos, jovens, filhos vendo tais clássicos, seria fácil que se identificassem.
A cultura é necessária. É através dela que vivemos inspirações desde para nosso cotidiano como para nossos mais criativos feitos.
Deveríamos estimular que na escola se debatesse e montassem interpretações e adaptações livres de seus textos, diálogos, etc...
Já assisti, da mais popular peça dele, "Romeu e Julieta", algumas versões do cinema, do ballet e são todas de teor profundamente belo.
 Acho interessante o quanto de críticas sociais, e dos cenários bem descritos até os embates e dilemas vividos pelas suas personagens...
Como diz o meu professor de sociologia do mestrado, o profº Luiz Claudio: "Precisamos de um pouco de erudição em nossa educação".
Concordo com ele.