domingo, 21 de fevereiro de 2016

Peso de projetarem em nós verdadeiros geninhos...


O grande problema de quando nos fazem acreditar aos 18 ou 19 anos que somos geninhos, inteligentíssimos, promessas de algo muito bem sucedido, é que quando acreditamos nessa verdade que nos é imposta e investimos essa realidade e esquecemos do quanto a vida pode nos ensinar e estagnamos. Mas a vida se encarrega de nos empurrar e dizer: aprenda, cresça, não há jeito de ser do mesmo jeito a vida toda, o mundo gira, a vida segue e tudo está em movimento. Até sua inteligência intocável. Os conceitos, a experiência, tudo é diferente aos 18 ou 19 anos. Não há como sermos donos da verdade. E ficar no tempo nos faz sermos eternas crianças envelhecidas e passamos a nos tornar ridículos e vítimas de uma síndrome de Peter Pan eterna. O que é o remédio pra essa síndrome? Desbloquear tudo isso, saindo da anestesia desse encanto da eterna ideia de que somos o máximo como quiseram nos dizer um dia, e nos depararmos com a condição de que somos absolutamente seres comuns como todos os outros e que os outros são tão ou quais merecedores de tudo que merecemos e são diferentes, mas tão inteligentes, brilhantes, competentes em suas habilidades quanto eu nas minhas. Assim o peso da responsabilidade de se manter no trono do gênio superdotado daquela época em que disseram que você era tão especial diminuí, até porque, ser comum é ser como todo mundo e a divisão desse fardo é tal que o fardo some, e se torna asa para voar. E é tão bom estar mais leve para abrir as asas e poder sobrevoar por paisagens lindas que são os aprendizados que a vida nos traz.